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quarta-feira, 15 de junho de 2016

De trabalho para Estágio... De Cavalo para Burro?


Para quem não sabe, em Fevereiro abandonei o meu trabalho para vir estagiar para a Disney em Madrid. Antes de ter esta oportunidade, ponderei deixar o meu trabalho por um estágio numa revista (na altura até questionei no Facebook se deixariam um trabalho estável por um estágio na vossa área de sonho), mas acabei por não fazê-lo. Qual a diferença?! Porquê deixar a estabilidade de um trabalho para correr o risco de um estágio? 

As respostas variam de pessoa para pessoa mas, durante o processo de 3 meses em entrevistas com a big D, estas foram as ponderações que me ajudaram a tomar a minha decisão:

1. Crescimento profissional. Eu sou uma pessoa ambiciosa. Quero melhorar e quero crescer como profissional. O lugar onde estava, apesar de me oferecem um lugar efectivo, não me ia levar a lado nenhum. Tinha 1001 responsabilidades mas era uma mera secretária em contrato e, aos olhos do meu patrão, ao ser mulher era também assistente pessoal. Sentia-me desvalorizada e, em apenas 6 meses, estagnei. 
A Disney ofereceu-me um mundo novo, onde além de funções similares às que já tinha, ia aprender a trabalhar com novos programas. Ia subir o nível nas responsabilidades mas também ia saber o que é lidar com trabalho numa dimensão multinacional. Ainda que não tenha posto fixo, este tipo de experiência não está ao nível de todos e está a fazer-me crescer imenso como profissional.

2. Estou a fazer algo que realmente gosto. Apesar de ambos os trabalhos estarem vocacionados para a televisão e relacionados com a animação, o meu trabalho pouco se aproximava daquilo que gostava: os bonecos. 
Aqui, já o disse imensas vezes, mesmo que não goste de fazer x actividade gosto do que estou a trabalhar. Por exemplo: legendar é uma actividade repetitiva e entediante mas é diferente legendar um programa de jardinagem ou A Pequena Sereia. Compreensível, não?!

3. Estou a cumprir um dos poucos objectivos profissionais que tinha. Penso que já comentei por aqui que era o tipo de alienígena que não sentia vocação profissional. Sempre gostei de ler, portanto escrever vem com essa paixão. Gosto de beleza. O que junta os dois? Jornalismo de Moda, claro. Mas é uma escolha lógica com base nas minhas paixões e talentos, não é como as crianças que desde os 6 que querem ser veterinárias. 
Quando estava a terminar a licenciatura comecei a pensar "o que é que posso fazer sem me odiar para o resto da vida?" e tudo o que me vinha à cabeça era Vogue ou Disney. A verdade é que tive a sorte de estagiar numa revista feminina, só me restava uma coisa. Posso acabar por nunca ter um trabalho em qualquer uma das duas, mas pude experienciar o que é trabalhar em ambas.

4. Crescimento Pessoal. Não fiz Eramus, mal viajei, nunca tinha vivido fora de casa. Estava quase a meio dos 20s e ainda nem tinha tido um "cheirinho" do que é ser adulto. O facto de ter de me mudar para Madrid, sozinha e ser responsável pela minha sobrevivência foi das coisas mais entusiasmantes que fiz na minha vida. 
O tempo sozinho ajuda-te a conhecer a ti mesmo, a saber o que realmente és vs. o que sabes que deves fazer para agradar os outros. Desenvolves os teus ritmos, as tuas rotinas e não dás satisfações a ninguém. Tens as tuas responsabilidades e tens de ser tu a ser responsável por elas.

5. A remuneração. Falar de amor e uma cabana é muito bonito, mas não é disso que se vive. A verdade ao assinar um contrato efectivo no meu trabalho, ia aceitar estar (o que se presume) para o resto da vida, a migalhas acima do ordenado mínimo. Lamento se pensam que sou presunçosa, mas não esforcei na licenciatura e mestrado para me debater se pago a luz ou a água este mês. Esta também foi a razão porque não aceitei o estágio na revista. 
Logicamente não ia deixar um ordenado (por muito baixo que seja) para receber apenas ajudas de custos. Lá está, amor e uma cabana é bonito mas não te leva longe. Além disso, a entrevista foi uma conversa muito aberta e casual e basicamente disseram-me é um meio muito fechado e difícil, basicamente seria um risco sem frutos.
Na minha situação actual, consigo sustentar-me (afinal sou apenas uma estagiária), todos os "luxos" são das minhas poupanças. Contudo ainda assim recebo (ligeiramente) mais do que recebia no meu trabalho... apenas já não vivo na casa dos pais. 

6. Pensamento estratégico e explorar opções. Recebem um CV, tem mais impacto um pequeno estúdio em Portugal ou um nome como a Disney? A Maria ou a ELLE? Este tipo de escolhas também têm de ser estratégicas. Há que saber o que vai enriquecer o nosso currículo e fazer-nos destacar dos restantes. 
A variedade também é um factor muito importante para mim. Tenho 24 anos, saí da Universidade há um. O que é que eu quero?! A melhor resposta é explorar. Aceitar oportunidades que me mostrem aquilo que gosto ou não profissionalmente. Dentro da mesma área há 1001 opções, impossível saber qual me realiza mais se não explorar. 


Esta publicação tem o intuito de mostrar que não têm de se resignar porque "é um trabalho". É óbvio que há casos e casos mas há que manter a motivação e ser ambicioso. Abandonar algo certo para "ir à procura" não tem de ser mau se for bem ponderado e vos vai trazer frutos, mesmo que sejam apenas a nível do vosso bem estar psicológico.

Qual a vossa opinião no assunto? Agarrar o trabalho ou ir atrás do sonho? 

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Drama Psicológico do Photoshop

No outro dia descarreguei a aplicação Airbrush para dar alguns retoques às minhas fotos antes de as publicar no Instagram, sobretudo para tirar borbulhinhas indesejadas. Não sei se são como eu, mas assim que descarrego algo vou logo explorar tudo o que haja para explorar. E foi assim que acabei por perder uma noite inteira reduzir o nariz em todas as minhas fotos,

Não me vou adiantar com filosofias moralistas sobre a imagem porque nem vale a pena. Todos sabemos que 90% do que vemos em revistas, Facebook, Instagram, blogs, etc., são imagens editadas. Ainda que ligeiramente, como apenas ajustar o brilho e o contraste, são editadas. 

A questão que aqui se põe é quando estas ferramentas começaram a ser de acesso comum e todos começámos a ver edições melhoradas e irrealistas de nós mesmos. Uma coisa é ver as alterações feitas em celebridades (como esta da Katty Perry que ainda hoje me choca), outra é vê-las no nosso corpo. Acho que acabamos por criar expectativas irrealistas da nossa própria imagem a um nível muito mais profundo do que quando apenas queremos recriar o corpo de X e Y porque, a mal ou a bem, sabemos que não somos X e Y.

Mas aqui não. Somos mesmo nós, é a nossa cara, o nosso corpo. 

Como já devem ter percebido não estou a falar de tirar algumas borbulhas ou manchas ou até mesmo "limpar" algo que esteja fora do lugar. Estou a falar de ajustes drásticos como diminuir ou aumentar algo no nosso corpo. No meu caso foi o nariz.


Eu sempre soube que tinha um nariz relativamente grande (e em forma de árvore de Natal, segundo o meu namorado) mas nunca foi algo que me incomodasse minimamente. Enquanto estava a testar a app, decidi diminui-lo na brincadeira (estava a transformar-me numa criatura medonha para mostrar ao bf, divertimo-nos com pouco, felizmente) e fiquei chocada ao ver que a minha cara ficava muito melhor com um nariz pequeno. Resultado: olá nova insegurança.


Daí a querer diminuir o nariz em todas as fotos foi um passo. Bastou um ainda mais pequeno para começar a ponderar cirurgias plásticas, o que não é nada coisa minha. Obviamente que não o vou fazer, tanto que nem tenho dinheiro para isso, mas quando voltei à realidade fiquei super assustada. Uma coisa que era para ser uma brincadeira, acabou por causar danos na minha auto-estima. Ainda que temporários, causou.

Não estou a dizer que não devemos procurar ser a melhor versão de nós mesmos, nem que a edição de imagem é algo horrível mas acho que acaba por despertar um monstrinho dentro de nós. Hoje o nariz, amanhã as coxas, daqui por uma semana somos apenas uma imagem digital que nada corresponde à realidade. E isso faz bem à auto-estima? Não, nada. Por mais likes que se possa receber numa imagem "nossa", não vale a pena celebrar porque não é de nós que estão a gostar. 

A app ainda está no meu telefone mas nem me atrevo em abri-la para editar a mais pequena coisa. Porque, se o fizer, já sei qual vai ser o meu instinto e aí vamos nós em espiral de novo. 

Já tiveram algum problema semelhante? Qual a vossa opinião sobre a edição de imagem quase ser um passo essencial na publicações de imagens nossas/de pessoas comuns? 

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